segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Grupo do Leão (3.ª exposição, 1883)

N'esta exposição houve, nos ultimos dias, uma ruidosa novidade,— o quadro de Antonio Ramalho intitulado "Chez mon voisin", que figurou em Paris no "salon" de maio passado. O visinho é um pacifico lanterneiro que trabalha, sentado e sujo, na sua loja alegremente allumiada por uma extensa vidraça, que corre á esquerda até ao fundo, — onde uma rapariguita, a filha do operario, sentada a uma banca, pende attentamente sobre um livro aberto a cabeça espécada nos braços.

Chez Mon Voisin,ou O Lanterneiro, António Ramalho, 1883
Imagem: Pinterest

Se a uma fria consanguinidade imparcial é permittida uma opinião livre, digo que o quadro agrada-me plenamente, e tenho felizmente commigo o côro de rasgados applausos sue a critica franceza lhe fez; o paysagista aqui tão conhecido saltou bruscamente para um bello quadro de genero, um interior laborioso, em que pôz a encantadora e sonora nota da sua sinceridade triumphante, sem deixar de mostrar uma vez mais, — porque o assumpto lh'o consentia, — todo o seu meridional amor da luz e da côr. (1)

O grupo chamou-se do Leão, por causa de um café da rua do Principe...

O Grupo do Leão, Columbano Bordalo Pinheiro, 1885.
Representados, da esquerda para a direita: em fundo, João Ribeiro Cristino, Alberto de Oliveira, criado Manuel, Columbano, criado António, Braz Martins; sentados, em segundo plano, Manuel Henrique Pinto, João Vaz, Silva Porto, António Ramalho, Rafael Bordalo Pinheiro; em primeiro plano, José Malhoa, Moura Girão, João Rodrigues Vieira.
Imagem: MNAC

3.° Salão, Exposição de Quadros Modernos, 1883


Exposições de Quadros e d'Arte Moderna (1881-1889)
Catálogos Illustrados
Publicados por Alberto d'Oliveira
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CHRISTINO DA SILVA (J. R.) Rua de S. Vicente, 54, 1.°.
(Ribeiro Cristino, pesquisa google)

1 — Um pinhal.
[cf. Catálogo da exposição]  

2 — O lago do Antelmo (Alfeite).
[cf. Catálogo da exposição] 

Lago do Antelmo — Alfeite, João Ribeiro Cristino, 1883.
Imagem: Veritas leilões

3 — Um pateo d’aldeia.
[cf. Catálogo da exposição]

4 — Primavera.
[cf. Catálogo da exposição]

5 — Uma azinhaga.

6 — O zimborio da Estrella, ao pôr do sol.

7 — Retrato do sr. A. J. Goes.

COLUMBANO BORDALLO PINHEIRO Rua Nova do Carmo, 90.
(Columbano, pesquisa google)

8 — Retrato de Raymundo Bulhão Pato.

Bulhão Pato, Columbano Bordalo Pinheiro, 1883.
Imagem: MNAC

9 — Retrato de Henrique Lopes de Mendonça.

10 — Retrato de Luiz Guimarães Junior.

1 1 — Retrato de Mariano Pina.
[cf. Catálogo da exposição] 

Retrato de Mariano Pina, Columbano, c. 1882.
Imagem: MNAC

12 — Retrato da sr.ª D. Elvira Bordallo Pinheiro.
[cf. Catálogo da exposição] 

Retrato de Elvira Bordalo Pinheiro, Columbano, c. 1883.
Imagem: MNAC

13 — Retrato da sr.ª D, Jesuina Alves.

14 — Retrato de Henrique Prostes.

15 — Retrato de menino (faiança).

16 — Retrato da menina Iracema Guimarães.

17 — Retrato da sr.ª D. M. Augusta B. Pinheiro.

18 — Um pintor.

19 — Um typo.

FIGUEIREDO (J. A.) Rua de S. José, 82, 2.

20 — Retrato de M. A. Lupi, do natural, momentos depois da sua morte. (Aguarella.)

21 — Retratos e estudos a aguarella.

GYRÃO (J. DE S. M.) Atelier Trav. da Conceição, á Lapa, 13.
(Moura Girão, pesquisa google)

22 — Rival á vista.

23 — Boa colheita.

24 — Jantar dos coelhos.

25 — No poleiro.
[cf. Catálogo da exposição]  

26 — Grupo de coelhos.

27 — O modelo.

28 — Uma tentação.

Uma tentação, Moura Girão, 1883.
Imagem: Palácio do Correio Velho

29 — Patos no lago.

30 — A seara.

31 — Na quinta do marquez de Pombal (Oeiras).

MALHOA (J. V. B.) Travessa dos Fieis de Deus, 57, 2.°.
(José Malhoa, pesquisa google)

32 — Costume de S. Miguel d’Arcosello.

33 — Pedreiras.

34 — O Vouga em Angeja.

35 — Ribeira d'Alge.

36 — O Côjo (Aveiro).
[cf. Catálogo da exposição] 
[cf. Nuno Saldanha, José Vital Branco MALHOA (1855-1933): o pintor, o mestre e a obra]  

O Côjo (Aveiro), José Malhoa, 1883.
Imagem: Imagem: José Vital Branco MALHOA (1855-1933)...

37 — O Perrecho (Figueiró).

38 — Ao cair da tarde (Figueiró).

39 — Portão das Agras (Aveiro).

40 — Foz d'Alge (Figueiró).

41 — No Côjo (Aveiro).

42 — A quelha do Cortez (Figueiró).

43 — A ria de Aveiro.

44 — Pôr do sol (Aveiro).

45 — A parreira.

46 — Arrabaldes de Figueiró.

47 — Margens do Vouga.

48 — O Vouga proximo a Angeja.

49 — Ao pôr do sol.

50 — O bairro dos pescadores (Aveiro). Pertence ao sr. Alfredo Keil.

51 — Margens do Nabao (Thomar). Pertence ao sr. J. F. Chaves.

52 — Atelier de esculptura. Pertence ao sr. J. Simões d’Almeida.

53 — Retrato da sr.ª D. J. M.

MARTINS (J. J. C.) Rua Formosa, 2 - c.
(Cipriano Martins, pesquisa google)

54 — No atelier do artista.

55 — Vendedeira de fructa.
[cf. Catálogo da exposição]  

56 — O primeiro amor.

57 — Um marujo.

58 — Uma mulher d’aldeia.

59 — Uma ovarina (aguarella).

PINTO (M. H.) Rua do Trombeta, 2, 1.°.  
(Manuel Henrique Pinto, pesquisa google)

60 — Ponte Nova (Aveiro).

61 — Margens do Vouga.

62 — O Vouga proximo a Angeja.
[cf. Catálogo da exposição]  

63 — Ria d’Aveiro.

64 — Pôr do sol (Aveiro).

65 — Na ria d’Aveiro.

66 — Bairro dos pescadores (Aveiro).

67 — Paisagem de Setúbal.

68 — Quinta da Commenda (Setúbal).

69 — Ribeira d’Alge.
[cf. Catálogo da exposição]  

Ribeira d'Alge, Manuel Henrique Pinto, 1883.
Imagem: Hemerotaca Digital

70 — Ribeira da Madre (Foz d’AIge).

71 — Foz d’Alge.

72 — O Perrecho (Figueiró).

73 — O areial (Figueiró).

74 — O collega.

75 — Fragas de S. Simão.

76 — O Mondego em Coimbra.

O Mondego em Coimbra, Manuel Henrique Pinto,  c. 1883.
Imagem: Manuel Henrique Pinto no Facebook

77 — Uma varanda em Figueiró. Pertence ao sr. J. S. d'Almeida.


SILVA PORTO (A. C.)  Travessa do Corpo Santo, 29, 3 .°.
(Silva Porto, pesquisa google)

78 — Os bois.
[cf. Catálogo da exposição]  

79 — Na pastagem.

80 — O rio Leça em Mattosinhos.

81 — Na praia (Mattosinhos).

82 — A volta da pesca (Povoa de Varzim).

83 — A praia dos pescadores (Povoa de Varzim).

84 — A Cascalheira (Vizella).
[cf. Catálogo da exposição]  

85 — Rua do Medico (Vizella).

86 — Cabeça de mulher (costume hespanhol).
[cf. Catálogo da exposição]  

87 — Margens do Douro (Avintes).
[cf. Catálogo da exposição]  

88 — Canto de rua (Algarve).

89 — Campo Grande.

90 — Na arribana [imagem no topo da página].

[cf. Catálogo da exposição]  

91 — Largo da Ermida (Ermezinde).

92 — Horta dos judeus (Algarve).

93 — Madrugada (Ribatejo).

94 — Ao pôr do sol (Algarve).

95 — Do terraço (Algarve).

96 — A nora (Setúbal).

97 — Alameda de quinta (Setúbal).

98 — Ponte de Friellas.
[cf. Catálogo da exposição]  

99 — Campino.

Um campino, Silva Porto, 1887 1883.
Imagem: MatrizNet

100 — Canoas (Setúbal).

Canoas (Setubal), Silva Porto 1883.
Imagem: wikiart

101 — As lavadeiras (Friellas).

102 — Paisagem de Carnide.

103 — Cabeça de mulher (arredores do Porto).

104 — Lago de Aranguez (Setúbal).

105 — Logar de Campanhã (Porto).

106 — Praia da Foz (Porto).

107 — Retrato da sr.ª D. A. P.


VAZ (J. J.) Campo do Bomfim, Setúbal.
(João Vaz, pesquisa google)


108 — Caminho da matta.
[cf. Catálogo da exposição]  

109 — Margem do Sado.
[cf. Catálogo da exposição]  

110 — Ribeira d’Ajuda.

111- — Claustro dos Jeronymos.

112 — O ensaio geral.

113 — A parreira.
[cf. Catálogo da exposição]  

114 — Quinta do marquez de Pombal (Oeiras).

115 — Convento d’Arrabida.

116 — Á beira mar.

117 — Portinho d’Arrabida.

VIEIRA (J. R.) Leiria. 
(João Rodrigues Vieira, pesquisa google)

118 — No fim do mercado (Leiria).
[cf. Catálogo da exposição]  

No fim do mercado (Leiria), João Rodrigues Vieira.
Imagem: Internet Archive

119 — Para o boudoir de V. Ex.ª
[cf. Catálogo da exposição]  

120 — Flores.
[cf. Catálogo da exposição]  

121 — O José Augusto.

122 — Ponte de Vital Homem (Porto de Moz).

123 — Pecegos.

124 — Um açude no Lena.

125 — Em S. Pedro d’Alcantara.

126 — Cedros (Leiria).

127 — Uvas.


(1) O Occidente, revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, n.° 186, 21 de fevereiro de 1884

Críticas publicadas:
O Occidente, revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, n.° 185, 11 de fevereiro de 1884
O Occidente, revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, n.° 186, 21 de fevereiro de 1884
O Occidente, revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, n.° 187, 1 de março de 1884

sábado, 10 de setembro de 2016

Chamar-lhe-ei o Grupo do Leão...

Chamar-lhe-ei o Grupo do "Leão", a este grupo do artistas distinctos, rapazes ainda todos, cheios de enthusiasmo e de talento, que resolveram ha um mez, entre boks e fumaças de cachimbo, organisar uma exposição de bellas artes, uma exposição essencialmente moderna, onde ha algumas telas preciosas, reveladoras de bôas intelligencias.

O Grupo do Leão (detalhe), Columbano Bordalo Pinheiro, 1885.
Imagem: MNAC

É nesse grupo que se destaca a bôa physionomia sympathica de Silva Porto, o notavel paizagista que entre nós foi quem nos mostrou mais profundamente a largueza e a elevação da forma naturalista applicada á paisagem.

Ha na cervejaria Leão, da rua do Principe, uma meza mesmo á esquerda, mesmo no extremo da parede que volta para a sala dos bilhares. É n'essa mesa que o grupo se costuma reunir — o grupo dos pintores.

Ás 8 horas a mesa está cheia. A cervejaria está em actividade, na sua balburdia enorme de gente que entra e sae a cada instante, sentindo-se as portas baterem com ruidos sêccos, suffocados. No ar anda o brouhaha estranho e pezado que nasce do pisar das solas na areia do lagedo; das conversas trocadas em todas as mesas n'uma confusão desordenada de línguas; do bater agudo das pedras dos dominós nos marmores das mezas; do arrastar dos bancos na areia; dos sons finos, sonoros, das facas percutindo nas bordas dos pratos de porcelana; dos gritos dos criados pedindo bebidas; de toda esta confusão ruidosa d'uma brasserie, na hora da sua maior vida, quando não ha uma meza vaga e quando se enche pela segunda vez o cachimbo tendo já bebido tres canecas de cerveja...

Cervejaria Leão de Ouro, 1885.
Imagem: Hemeroteca Digital

A essa hora o grupo está completo. Ha ali typos certos, que nunca faltam uma noite, para quem aquelle cavaco constitue uma parte tão integrante da vida, que não deixam de comparecer cada 24 horas passadas, como não deixam um dia de almoçar e de jantar!

Entre os certos, os que estão sempre presentes, tendo diante de si o seu copo de cognac, ou o seu copo de genebra, ou o seu copo de cerveja, notam-se:

Silva Porto — um pouco curvado para meza, exhibindo a serenidade honesta e grave da sua cuidada barba, uma barba grave como a d'um medico;

Silva Porto, Columbano Bordalo Pinheiro, 1885.
Imagem: MNAC

Antonio Ramalho — o distincto paysagista, um baixo, rochonchudo, a bochecha gorda, trigueiro, atarracado, grande bigode preto, espesso e farto: um bom exemplar de rapaz sadio;

António Ramalho, Columbano Bordalo Pinheiro, 1885.
Imagem: MNAC

Malhoa — outro das mesmas proporções physicas, mas um pouco mais alto e mais claro, cara cheia, larga e expansiva, onde nasce uma pequena barba cerrada, cortada em baixo em duas pontas;

Manuel Henrique Pinto e José Malhoa, 1885.
Imagem: MNAC

Chrystino — gravador: um quasi imberbe, do phisiunomia risonha, pallido, sempre mettido num sobretudo;

Chrystino, Columbano Bordalo Pinheiro, 1885.
Imagem: MNAC

Pinto — o alto e magro do grupo, de bigode louro, crescendo com arrogancia; e outros que apparecern mais ou menos como Vieira, Martins, Vaz, Girão, etc.

Moura Girão, Rafael Bordalo Pinheiro e José Rodrigues Vieira, 1885.
Imagem: MNAC

E neste grupo entram tambem os amadores como Alberto d'Oliveira, — uma bella cabeça de nazareno de barba ruiva — e Monteiro Ramalho, o irmão do Antonio Ramalho, cujo nome tem já firmado alguns excellentes trabalhos litterarios.

José Malhoa, João Vaz,  Alberto de Oliveira e Silva Porto por Columbano.
Imagem: MNAC

Foi a esta mesa que eu conheci o distincto pintor Columbano Pinheiro que agora está em Paris, trabalhando n'um grande quadro para o Salon de 82; é n'esta meza que ás vezes, como que caida sem se saber d'onde, surge a cabeça sympathica d'um artista de muito merito, e d'um rapaz de muito espirito — Jose de Figueiredo — cofiando eternamente o seu orgulhoso bigode loiro...

Columbano por Columbano.
Imagem: MNAC

Emfim é d'esta meza servida, protegida, defendida, pelo Manuel, um dos criados da "brasserie", de grandes suissas pretas, e que, á força de convivencia com umas poucas de camadas de artistas, que tem passado por aquella meza tradiccional, dá opiniões sensatas, outras vezes um tanto arrojadas — sr. Manuel! — sobre as estampas das illustraçães e acompanha, sem nunca desafinar, em todos os coros que o grupo levante, ou de indignação por algum acto que podesse rebaixar a arte, ou de applauso por algum novo trabalho revelador de merito.

Criado Manuel, Columbano Bordalo Pinheiro, 1885.
Imagem: MNAC

É a esta meza que se debatem todos os assumptos artistiscoa do nosso paiz, analysados e discutidos com um enorme enthusiasmo de mocidade, e de talento; é a esta meza que com interessese veem os jornaes artísticos que o estrangeiro exporta, e onde são recebidos com alegria os trabalhos dos que luctam lá fóra por implantar definitivamente a "arte verdadeira", a escola do naturalismo em arte.

O Grupo do Leão, Columbano Bordalo Pinheiro, 1885.
Representados, da esquerda para a direita: em fundo, João Ribeiro Cristino, Alberto de Oliveira, criado Manuel, Columbano, criado António, Braz Martins; sentados, em segundo plano, Manuel Henrique Pinto, João Vaz, Silva Porto, António Ramalho, Rafael Bordalo Pinheiro; em primeiro plano, José Malhoa, Moura Girão, João Rodrigues Vieira.
Imagem: MNAC

É ali que os que voltam do estrangeiro vêm contar as suas aventuras e as suas horas do trabalho constante, é ali que elles veem confiar a meia duzial de rapazes, seus companheiros  da Academia, que os escutam com um silencio respeitoso, todas as suas expansões e todas as suas sympathias d'artista.

Foi ali, aquella estreita banca de marmore, que elles pensaram reunir todos os seus trabalhos, concluindo as telas que tinham em principio, para organisarem uma exposição brilhante, sem estarem subordinados a programmas, a escolhas e a catalogos de Academia, exposição exclusiva do Grupo do Leão, bello grupo na verdade, que se revelou agora ao publico como possuidor de magnificas intelligencias, todas modernas, todas de hoje, que acompanham na tela as tendencias actuaes da arte naturalista tão brilhantemente revelada já no livro e no jornal, pela nova geração litteraria.

Grupo do Leão, 1.° Salão de Quadros em 1881, desenho de António Ramalho.
Imagem: Hemeroteca Digital

Esta exposição merece ser analysada com cuidado por todos que se agrupam nas vastas fileiras da escola moderna, e devem todos saudar nestes rapazes cheios de talento e de iniciativa propria os companheiros sympathicos e audazes que pelo seu lado sabem dignamente arrostar com o preconceito academico, com a rotina, com a velharia emfim!

Z. Segredo


(1) Marianno Pina, O Grupo do Leão, Diário da Manhã, 15 de Dezembro de 1881

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Grupo do Leão (2.ª exposição, 1882)

Tres pacíficas vaccas estão na "arribana", uma "arribana" agazalhada e de paredes escuras; ha uma vaga sombra e, a serenidade longamente ruminante dos gordos animaes, deve estar um pouco adormecida ainda pelo ar tepido e penetrado d'um estrumoso ôdor. 

Na arribana, Silva Porto, c. 1882.
Imagem: Hemeroteca Digital

À direita uma vacca malhada de preto e branco, deixou-se cahir pesadamente no chão, e a sua corpulencia desengonçada tornou-se uma enorme massa de carne erriçada de saliencias agudas de ossos, emquanto que ao fim se alonga a cachaceira esgalgada segurando a grossa cabeça pendente, enflorada de azas corneas, n'uma sensivel apparencia de martello phantastico [...] (1)

O grupo chamou-se do Leão, por causa de um café da rua do Principe...

O Grupo do Leão, Columbano Bordalo Pinheiro, 1885.
Representados, da esquerda para a direita: em fundo, João Ribeiro Cristino, Alberto de Oliveira, criado Manuel, Columbano, criado António, Braz Martins; sentados, em segundo plano, Manuel Henrique Pinto, João Vaz, Silva Porto, António Ramalho, Rafael Bordalo Pinheiro; em primeiro plano, José Malhoa, Moura Girão, João Rodrigues Vieira.
Imagem: MNAC

2.° Salão, Exposição de Quadros Modernos, 1882 
(capa do catálogo por Enrique Casanova)


Exposições de Quadros e d'Arte Moderna (1881-1889)
Catálogos Illustrados
Publicados por Alberto d'Oliveira
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COLUMBANO BORDALLO PINHEIRO Paris, Rue Campagne Première, 7.
(Columbano, pesquisa google)

1 — Esboceto para um tecto na sala do sr. B. Pindella.

2 — Retrato de S. M. a Rainha D. Maria Pia.

3 — Boa de lei!

CHRISTINO DA SILVA (J. R.) Rua de S. Vicente, 54, 1.°.
(Ribeiro Cristino, pesquisa google)

4 — Algés.
[cf. O Occidente, revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, n.° 150, 21 de fevereiro de 1883]

Algés, Ribeiro Cristino, c. 1882.
Imagem: Hemeroteca Digital

5 — Ribeira em secco.

6 — Caminho da fonte.

7 — Lago do Passeio da Estrella.

FIGUEIREDO (J. A.) Rua do Oliveira, ao Carmo, 34.

8 — Estudos de Aguarella.
[cf. Catálogo da exposição] 

GYRÃO (J. DE S. M.) Atelier Trav. da Conceição, á Lapa, 13.
(Moura Girão, pesquisa google)

9 — Dois irmãos

10 — Folhas soltas

11 — Quinta de Bellas
[cf. Catálogo da exposição] 

12 — Uma boa cama
[cf. Catálogo da exposição] 

13 — A hora da refeição
[cf. Catálogo da exposição]
[cf. O Occidente, revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, n.° 150, 21 de fevereiro de 1883] 

14 — Um mau caminho
[cf. Catálogo da exposição] 

Um mau caminho, Moura Girão, 1882.
Imagem: artnet

15 — Estrada de Bellas

16 — Quinta do marquez de Pombal (Oeiras)

17— Elle e ellas, aguarella

18 — Luso

19 — Flores

20 — Flores
[cf. Catálogo da exposição] 

21 — A seara
[cf. Catálogo da exposição] 

MALHOA (J. V. B.) Travessa dos Fieis de Deus, 57, 2.°.
(José Malhoa, pesquisa google)

22 — Salero, retrato. Pertencente ao Sr. Carlos Relvas.
[cf. Nuno Saldanha, José Vital Branco MALHOA (1855-1933): o pintor, o mestre e a obra]

Salero, retrato, José Malhoa, 1882.
Imagem: José Vital Branco MALHOA (1855-1933): o pintor, o mestre e a obra

23 — Estudo para o retrato de Salero.
[cf. Nuno Saldanha, José Vital Branco MALHOA (1855-1933): o pintor, o mestre e a obra] 

Estudo para o retrato de Salero, José Malhoa, 1882.
Imagem: José Vital Branco MALHOA (1855-1933)...

24 — Ao nascer do sol. Pertencente á Sr.ª D. M. J. R.

25 — Castello da Pena. Pertencente ao Sr. J. M.

26 — Pateo dos gatos.
[cf. Nuno Saldanha, José Vital Branco MALHOA (1855-1933): o pintor, o mestre e a obra]

27 — Serra em abril.

28 — A parreira.
[cf. O Occidente, revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, n.° 150, 21 de fevereiro de 1883]

29 — Ao pôr do sol.

30 — Inverno.

31 — A horta.

32 — Quinta do Antelmo.

33 — Horta secca.
[cf. Nuno Saldanha, José Vital Branco MALHOA (1855-1933): o pintor, o mestre e a obra] 

34 — Paisagem em Corroios.

35 — Ao cair da tarde.

36 — Inutilisados.

37 — A casa da nora.

38 — O pantano.

39 — O Tejo (proximo a Santarém).

40 — Estudo do natural.

41 — A Fama coroando Euterpe.

42 — A Justiça.

MARTINS (J. J. C.) Calçada da Estrella, 193 , 3.°.
(Cipriano Martins, pesquisa google)

43 — A ultima carta.
[cf. Catálogo da exposição] 

44 — Molho de pinho.
[cf. Catálogo da exposição]
[cf. O Occidente, revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, n.° 150, 21 de fevereiro de 1883]

45 — Cabeça (estudo).

PINTO (M. H.) Rua do Trombeta, 2, 1.°.  
(Manuel Henrique Pinto, pesquisa google)

46 — Antelmo (Alfeite).
[cf. Catálogo da exposição] 

Antelmo — Alfeite, Manuel Henrique Pinto, c. 1882.
Imagem: Manuel Henrique Pinto no Facebook

47 — Os moinhos (Setúbal).

48 — Santo Amaro (Corroios).
[cf. O Occidente, revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, n.° 150, 21 de fevereiro de 1883]

Santo Amaro, Manuel Henrique Pinto, c. 1882.
Imagem: Hemeroteca Digital

49 — Paisagem de Camarate.

50 — Paisagem de Corroios.

Corroios, Manuel Henrique Pinto, finais do século XIX.

51 — Horta do Ferreiro (Setúbal).

52 — Ponte do Arco de Baulhe.

SILVA PORTO (A. C.)  Travessa da Estrella, 38, 1.°.
(Silva Porto, pesquisa google)

53 — A cabana (Auvers).

54 — Na Arribana.
[cf. Catálogo da exposição]
[cf. O Occidente, revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, n.° 150, 21 de fevereiro de 1883]

55 — Uma vitella.

56 — Primavera.

Primavera, Silva Porto, 1882.
Imagem: Do Tempo da Outra Senhora

57 — Ao pôr do sol (Santa Martha, Minho).

58 — Logar da Portella (margem do Mondego).

59 — Logar d’Arnellas (margem do Douro).
[cf. Catálogo da exposição] 

60 — Retraio da Ex.ma Sr.ª D. A. P.

61 — Logar da Castanheira (Bellas).

62 — Margem d'Oise (França).

63 — Uma viella de Lisboa.

64 — Pôr do sol (Alcochete).

65 — Pinheiros (arredores do Porto).

66 — Barcos de sal (Alcochete).

67 — Cabeça (camponesa do Minho).

68 — Casa rústica.

69 — Ponte do Bico (Minho).

70 — Batel (Setúbal).

71 — Cabeça de vitella.

72 — Vacca barrosã.

73 — Caslello da Pena.

VAZ (J. J.) Setúbal.
(João Vaz, pesquisa google)

74 — Ao entrar na sala.

75 — Em novembro.
[cf. Catálogo da exposição]
[cf. O Occidente, revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, n.° 150, 21 de fevereiro de 1883]

76 — Serra de S. Luiz.

77 — Praia de S. Pedro [Leiria].
[cf. Catálogo da exposição] 

78 — Margem do Sado.
[cf. Catálogo da exposição] 

79 — O velho pescador.

80 — Na primeira pose.

81 — O muro da quinta (Setúbal).

82 — A porta da egreja (Setúbal).

83 — A quinta do marquez de Pombal (Oeiras).


VIEIRA (J. R.) Leiria. 
(João Rodrigues Vieira, pesquisa google)

84 — Praia da Nazareth.
[cf. Catálogo da exposição]

Praia da Nazareth, Leilão de pesca, João Rodrigues Vieira, c. 1882.
Imagem. Palácio Nacional da Ajuda no Facebook

85 — Ponte de Vital Homem (Porto de Moz).
[cf. Catálogo da exposição]


86 — Rua da Praia da Nazareth.
[cf. Catálogo da exposição] 

87 — O Lena, em Porto Moniz.

Grupo do Leão, 1.° Salão de Quadros em 1882, algumas obras expostas.
Imagem: O Occidente Hemeroteca Digital


(1) O Occidente, revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, n.° 150, 21 de fevereiro de 1883

Críticas publicadas:
O Occidente, revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, n.° 149, 11 de fevereiro de 1883
O Occidente, revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, n.° 150, 21 de fevereiro de 1883
O Occidente, revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, n.° 151, 1 de março de 1883

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Ponto de vista, Silva Porto ou Marques de Oliveira

Não conhecia Marques de Oliveira intimamente como conhecera Silva Porto, esse adorável pantheista, para quem o ciciar de uma folha era uma voz da alma, o preludio de uma canção, que elle imprimia na tela, transformando-a num poema, que o seu culto pela natureza engrandecia.

Recanto de aldeia, Póvoa de Varzim, Marques de Oliveira c. 1882.
Imagem: MNAC

Se Silva Porto pôde ter um successor é de certo Marques de Oliveira quem occupará esse logar, embora a sua maneira de interpretação seja bem diversa e outro o modo por que a sua sensibilidade é emocionada [...]


Bairro dos pescadores, Póvoa do Varzim, Silva Porto, c. 1881.
Imagem: Hemeroteca Digital

Em companhia de Silva Porto, que ia estudar paisagem, partiu logo para Paris. Ahi foi seu mestre Cabanel, e frequentou também o curso nocturno d'Yvon. Expoz no Salon de 1876 um bello retrato de senhora, partindo n'esse mesmo anno para a Itália, ainda em companhia do seu mallogrado amigo, percorrendo n'essa occasião juntos a Bélgica, a Hollanda, a Inglaterra e a Hespanha. (1)


(1) Ribeiro Arthur, Arte e artistas contemporaneos,
Illustrações de Casanova & Ramalho, Pref. de Fialho de Almeida, 1896, Livraria Ferin, Lisboa.

Grupo do Leão (1.ª exposição, 1881)

O OCCIDENTE publicando hoje uma gravura que representa o aspecto geral do salão de quadros aberto no meio do mez de dezembro passado, na casa da sociedade de geographia, e propondo-se a reproduzir nos proximos numeros alguns dos quadros mais notaveis apresentados por artistas brilhantes, como Silva Porto, A. Ramalho, Malhôa, além duma pagina composta em que figurará um grande numero de telas de todos os artistas expositores, acompanha dedicadamente o nosso movimento artistico, e ao mesmo tempo aproveita, como chronica, um acontecimento raro que provocou um interesse vivo e quasi enthusiastico, no pequeno mundo lisboeta que faz caso, caprichosamente, crestas causas futeis das bôas-artes.

Grupo do Leão, 1.° Salão de Quadros em 1881, desenho de António Ramalho.
Imagem: Hemeroteca Digital

Com effeito, ha muito tempo que uma exposição de quadros, mesmo oficial, mesmo apregoada com batedores, e hymnos, e prosas mazórras de burocratas arreliados, ministros e amanuenses, que nunca se deram ao incommodo fatigante de perceber o que vem a significar uma obra d'arte, e tendo pelos objectos dessa especie reles o mesmo desprezo soberano que pelos pretendentes sempre infelizes, não consegue attrahir tão poderosamente a attençáo publica, agitando-a em vibrações de admiração sincera? espontanea, — e, o que é mais, levando-a magicamente a depositar uma porçãosita de libras afrectuosas sobre umas quinze telas já escolhidas [...] (1)

O grupo chamou-se do Leão, por causa de um café da rua do Principe...

O Grupo do Leão, Columbano Bordalo Pinheiro, 1885.
Representados, da esquerda para a direita: em fundo, João Ribeiro Cristino, Alberto de Oliveira, criado Manuel, Columbano, criado António, Braz Martins; sentados, em segundo plano, Manuel Henrique Pinto, João Vaz, Silva Porto, António Ramalho, Rafael Bordalo Pinheiro; em primeiro plano, José Malhoa, Moura Girão, João Rodrigues Vieira.
Imagem: MNAC

1.° Salão, Exposição de Quadros Modernos, 1881


Exposições de Quadros e d'Arte Moderna (1881-1889)
Catálogos Illustrados
Publicados por Alberto d’Oliveira
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CHRISTINO DA SILVA (J. R.) L. de S.ta Marinha, 25.
(Ribeiro Cristino, pesquisa google)

1 — Caminho da fonte, estudo do natural. 
[cf. Catálogo da exposição]

Caminho da Fonte, Ribeiro Cristino, c. 1881.
Imagem: Cabral Moncada Leilões

2 — Um açude, estudo do natural.

3 — Santo Antonio de Chernaes.

4 — Retrato do sr. F. J. Rocha.

5 — Retrato do sr. dr. J. S. de Lima.

X — No passeio da Estrella.
[cf. O Occidente, revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, n.° 118, 1 de abril de 1882]

GYRÃO (J. de S. M.) T. da Conceição, á Lapa, 13, atelier.
(Moura Girão, pesquisa google)

6 — Elle e ellas. 
[cf. Catálogo da exposição]

7 — Paysagem do Bussaco.
[cf. Catálogo da exposição]

8 — Quinta do marquez de Pombal (Oeiras).  
[cf. Catálogo da exposição]

9 — Luso, estudo.
[cf. Catálogo da exposição]

10 — Portinho d’Arrabida (Setúbal). 
[cf. Catálogo da exposição]

11 — Jardim, estudo.

11 — Cabeça de gato.
[cf. O Occidente, revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, n.° 118, 1 de abril de 1882]

Cabeça  de gato, Moura Girão, c. 1880.
Imagem: Pinterest

12 — Uma boa cama.

MALHOA (J. V. B.) R. da Oliveira, ao Carmo, 9.
(José Malhoa, pesquisa google)

13 — Inundação na ribeira de Santarém.
[cf. Catálogo da exposição]

Inundação da Ribeira de Santarém, José Malhoa, c. 1881.
Imagem: matriznet

14 — A minha visinha. 
[cf. Catálogo da exposição]

15 — A seara invadida.

Seara Invadida, José Malhoa, c. 1881.
Imagem: Nuno Saldanha, José Vital Branco MALHOA (1855-1933): o pintor, o mestre e a obra

16 — Pateo dos Gatos.

17 — A serra em abril.

18 — O brejo.
[cf. Catálogo da exposição]

Grupo do Leão, 1881, O Brejo, José Malhoa.
Imagem: Cabral Moncada Leilões

19 — Ao cair da tarde.

MARTINS (J. J. C.) R. do Norte,  153 , 4. 
(Cipriano Martins, pesquisa google)

20 — Costume, estudo do natural.
[cf. O Occidente, revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, n.° 118, 1 de abril de 1882]

21 — Costume, estudo do natural.
[cf. Catálogo da exposição]

22 — Retrato de A. F. Castilho, desenho a carvão.

PINTO (M. H.) T. das Monicas, 45, 1.°. 
(Manuel Henrique Pinto, pesquisa google)

23 — Estudo de paysagem, Setúbal.
[32, cf. O Occidente, revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, n.° 118, 1 de abril de 1882]

24 — Quinta d'Aranguez, Setúbal.

25 — Estudo de paysagem, Setúbal.
[cf. Catálogo da exposição]

26 — Estudo de paysagem, Setúbal.
[cf. Catálogo da exposição]

27 — Convento de S. Francisco d'Arrabida.

28 — Ponte do Arco de Baulhe, Cabeceiras de Basto.

29 — Retrato do Néné.
[cf. Catálogo da exposição]

30 — Azinhaga da Esperança, Figueira da Foz.

RAMALHO JUNIOR (A. M.) R. do Loreto, 61, 2.°.
(António Ramalho, pesquisa google)

31 — Praia do Alfeite.

Grupo do Leão, 1881, Praia do Alfeite, António Ramalho (Ramalho Junior).
Imagem: YouTube

32 — O Bacharel.
[cf. Catálogo da exposição]

33 — Mesquita do Castello dos Mouros, Cintra.

34 — Pomar do Antelmo, Alfeite.

35 — Lavadeiras na Romeira, Alfeite. 
[cf. Catálogo da exposição]

Lavadeiras na Romeira, Alfeite — Quadro de Ramalho Junior comprado pelo sr. Pereira da Costa, 1882.
Imagem: Hemeroteca Digital

36 — Caminho da fonte dos Amores, Cintra.

37 — Um beserro, estudo.

38 — Ermida do Bomfim, Setúbal.

39 — Praia dos Inglezes, Foz.

40 — Entrada d'uma quinta em Cintra.
[cf. Catálogo da exposição]  

41 — Caminho na quinta do Alfeite.

42 — Canto de jardim.

43 — Costume do alto Minho.
[cf. Catálogo da exposição]

44 — Costume do alto Minho.

45 — Azinhaga de Valle de Pereiro.

46 — Ramada, Porto.

X — Convento de Santa Clara, Santarém.
[cf. O Occidente, revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, n.° 118, 1 de abril de 1882]  

SILVA PORTO (A. C.) T. da Estrella, 38, 1.°.
(Silva Porto, pesquisa google)

47 — Praia da Povoa de Varzim.

48 — Charneca, Bellas.

A Charneca de Belas, a introducção do Naturalisno em Portugal, Silva Porto, 1879.
Imagem: MNAC

49 — Barco de pesca, Setúbal.

50 — Logar da Portella, margens do Mondego.
[cf. MatrizNet]

51 — Portinho d'Arrabida, Setúbal.

Portinho da Arrábida, Setubal (carece de melhor informação), (Recanto da Praia, MNBA), Silva Porto, c. 1881.
Imagem: Wikipédia

52 — Paysagem do Minho.

53 — Bairro dos Pescadores, Povoa de Varzim.

Bairro dos pescadores, Póvoa do Varzim, Silva Porto, c. 1881.
Imagem: Hemeroteca Digital

54 — Azinhaga, Portella,

55 — Caminho da fonte dos Amores, Cintra.

56 — O lago, Aranguez, Setubal.

57 — Convento de S. Francisco d'Arrabida.

58 — Castello da Pena, Cintra.

59 — Costume de Capri, (cabeça).

60 — Costume da campanha romana, (cabeça). 
[cf. O Occidente, revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, n.° 118, 1 de abril de 1882]

61 — Vendedeira de laranjas, costume do Minho.

62 — Marinha, Veneza.

63 — Grande canal, Veneza.
[cf. O Occidente, revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, n.° 118, 1 de abril de 1882]

64 — San Constanzo, Capri.

65 — Cancella vermelha, Barbizon, França.

Cancela vermelha (Barbizon), Silva Porto, 1880.
Imagem: SlideShare

66 — Entrada da fazenda, Setúbal.

VAZ (J. J.) Campo do Bomfim, Setubal.
(João Vaz, pesquisa google)

67 — A benção da rede.

68 — Da janella d’Aranguez, Setúbal.

69 — O pateo d'Aranguez, Setúbal.

70 — O caminho no pinhal, Palmella.
[cf. O Occidente, revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, n.° 118, 1 de abril de 1882]
[cf. Catálogo da exposição]

71 — No caminho d'Azeitão.
[cf. Catálogo da exposição]

VIEIRA (J. R.) Leiria. 
(João Rodrigues Vieira, pesquisa google)

72 — Cedros, paysagem de Leiria.
[cf. O Occidente, revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, n.° 118, 1 de abril de 1882]
[cf. Catálogo da exposição]

73 — Retrato do sr. Ruy dos Santos. 
[cf. Catálogo da exposição]


Grupo do Leão, 1.° Salão de Quadros em 1881, algumas obras expostas.
Imagem: O Occidente Hemeroteca Digital


(1) O Occidente, revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, n.° 111, 21 de janeiro de 1882

Críticas publicadas:
O Occidente, revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, n.° 111, 21 de janeiro de 1882
O Occidente, revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, n.° 113, 11 de fevereiro de 1882
O Occidente, revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, n.° 115, 1 de março de 1882
O Occidente, revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, n.° 116, 11 de março de 1882
O Occidente, revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, n.° 118, 1 de abril de 1882
O Occidente, revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, n.° 119, 11 de abril de 1882

Sobre José Malhoa:
Nuno Saldanha, José Vital Branco MALHOA (1855-1933): o pintor, o mestre e a obra